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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

GENGIBRE !

GENGIBRE: PODEROSA ESPECIARIA
 
O gengibre, de nome científico Zingiber officinale, é uma erva perene que cresce na Índia, na Jamaica e na China. Esta planta é mundialmente conhecida e apreciada como especiaria, devido às suas características aromatizantes, tendo as suas propriedades concentradas na raiz que, em geral, constitui a parte mais apreciada da planta.
 
Devido aos seus constituintes, o gengibre tem uma acção estimulante da secreção salivar e gástrica, aumentando o tónus da musculatura intestinal e os movimentos peristálticos (movimentos musculares do intestino grosso), sendo estas acções atribuídas às substâncias picantes. Pelo facto dos seus constituintes activos actuarem principalmente ao nível do aparelho digestivo, pode ser útil em casos de falta de apetite e digestões difíceis. Graças ao seu poder carminativo (propriedade de controlar gases dos intestinos ou combater a flatulência) ajuda a combater a flatulência e a impedir a formação de gases. Estudos realizados em animais sugeriram que os componentes encontrados no gengibre podem ser gastro-protectores contra diversos agentes stressantes. Acredita-se que a acção protectora gastrointestinal é promovida pelo aumento da resistência da mucosa e potencialização do mecanismo de defesa contra substâncias agressivas.
 
Tem ainda um efeito positivo em situações de problemas respiratórios, sendo um excelente anti-séptico (substâncias que impedem ou inibem o crescimento dos microrganismos que causam enfermidades) e anti-inflamatório, pelo que a utilização da raiz de gengibre se pode revelar benéfica em casos de constipações e gripes.
 
Pelas suas propriedades anti-inflamatórias, é também indicado para casos de artrite e reumatismo. Constatou-se que o gengibre produz alívio da dor e do edema em pacientes com artrite reumatóide, osteoartrite ou desconforto muscular, já que inibe a síntese de substâncias inflamatórias pelo organismo. Os orientais costumam aplicar compressas de gengibre sobre as zonas dolorosas para aliviar dores articulares e musculares.
 
Os constituintes que lhe conferem o sabor picante, actuam ao nível do sistema circulatório, estimulando a circulação podendo ajudar em casos de frieiras e má circulação periférica.
 
Através de vários estudos realizados, verificou-se ainda que o gengibre é um eficaz antiemético (substância que evita o vómito), ou seja, útil em casos de enjoos, tanto provocados pelo movimento (viagens de avião, barco, carro, etc.), como originados por situações pós-operatórias. Outro ponto positivo desta planta é o facto de a característica antiemética do gengibre não desencadear efeitos secundários desagradáveis, como é o caso da sonolência.
 
O extracto de raiz de gengibre é facilmente encontrado em ervanárias e lojas de produtos naturais. A dose diária recomendada é de 500 a 1000mg por dia.
 
O gengibre consegue aliar um efeito terapêutico a uma utilização como especiaria, conseguindo assim, ao mesmo tempo que confere óptimo sabor aos alimentos, ajudar na saúde do organismo.   

Tiago Gonçalves Cabeleira (NATUROPATA)
 
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

NOVO: Artigo sobre a Palmeira-Anã!


PALMEIRA-ANÃ: PROSTATA SAUDÁVEL
 
 

 
É uma planta norte-americana que tem como nome científico Serenoa repens ou Sabal serrulata, e os compostos activos (que conferem as propriedades terapêuticas) são extraídos das suas bagas negras ou acastanhadas. Comummente é também conhecida por Palmeto.

Os efeitos terapêuticos devem-se a uma mistura complexa que engloba uma diversidade de compostos que, comercialmente, são conhecidos por LSESR (extracto lipidoesterólico n-hexano de S. repenslipidosterolic extract of S.repens).

O mecanismo de acção do LSESR passa, principalmente, pela inibição da enzima responsável pelo aumento da próstata, a 5-α-reductase. Esta enzima é responsável pela conversão de testosterona em diidrotestosterona (DHT), sendo esta última responsável pela patologia da próstata. As pesquisas efectuadas envolveram, na sua maioria, modelos animais e humanos que utilizavam tecidos de próstata.

Apesar da controvérsia, acredita-se que o LSESR possui maior potência e inibe ambos os tipos de 5-α-reductase, enquanto a finasterida (medicamento usado para o tratamento sintomático da hipertrofia benigna da próstata) inibe apenas a do tipo 2.

O LSESR demonstra ter um efeito inibitório sobre a ligação da DHT aos receptores da próstata, diminuindo assim a sua acção negativa sobre o tecido próstatico. Outros dados sugerem ainda que o LSESR possui também efeito anti-inflamatório e inibidor da proliferação (multiplicação do número de células) das células próstaticas.

Assim, para além da sua capacidade preventiva e de tratamento nos caos de hipertrofia benigna da próstata (HBP), ainda há referir a capacidade desta planta, em forma de chá, ser um tratamento efectivo para problemas genitourinários e para aumentar a produção de espermatozóides. Estudos científicos demonstraram uma redução da frequência urinária durante o dia e à noite, associada ao HBP, bem como o aumento do fluxo máximo.    

O LSESR é facilmente encontrado em ervanárias e lojas de produtos naturais, sob a forma de comprimidos, bagas secas ou frescas, chá e extracto líquido. Encontra-se também na composição de diversos suplementos que são utilizados para a manutenção de um tecido próstatico saudável. Para a HBP, os estudos clínicos realizados em seres humanos usaram 320mg, diariamente, divididas por duas doses. Em geral, a duração do tratamento é de 3 meses, embora tenham sido efectuados estudos clínicos de menor e de maior duração (até 6 meses). Para as outras afecções recomenda-se 1 a 2g de bagas frescas ou 0.5 a 1g de bagas secas em decocção, três vezes ao dia.

A palmeira-anã é um excelente aliado no combate às patologias da próstata e pode ser tomado como preventivo, principalmente nos indivíduos do sexo masculino com mais de 40 anos de idade.   

Tiago Gonçalves Cabeleira (NATUROPATA)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Saúde pela Natureza!

Mais um artigo do Tiago sobre o Castanheiro-da-Índia!
Ora leiam :)


CASTANHEIRO-DA-ÍNDIA: CIRCULAÇÃO PERIFÉRICA

O nome científico da árvore que dá o castanheiro-da-índia é Aesculus hippocastanum L. Como curiosidade, o nome hippocastanum (“castanheiro de cavalo” em latim) deriva do facto dos Turcos alimentarem os seus cavalos velhos com os frutos desta árvore. Assim, é também designada por castanheiro-de-cavalo.

É uma árvore de folha caduca, de belo porte e grande folhagem. Atinge até 30 metros de altura e, como o castanheiro comum, vive muito tempo (até 300 anos). Os frutos são grandes, rodeados de espinhos não muito duros, e contêm no interior entre uma a duas sementes parecidas com as verdadeiras castanhas. É muito cultivada em Portugal como árvore ornamental.

Para fins terapêuticos utiliza-se principalmente as sementes. Os seus principais constituintes têm a capacidade de actuar ao nível do sistema circulatório periférico.

Exercem uma forte acção sobre o sistema venoso e sobre a circulação sanguínea em geral. São um excelente tónico venoso aumentando o tónus da parede venosa, o que determina que as veias contraiam e que diminua a congestão sanguínea, especialmente nos membros inferiores. Consegue assim fortalecer e regenerar as células que formam os finos canais ou vasos capilares, pelos quais circula o sangue no interior dos tecidos.

Também têm uma excelente capacidade protectora capilar, já que fortalecem as células que formam a parede dos vasos capilares (endotélio), tornando-os menos permeáveis e aumentando a sua resistência. Têm também acção anti-inflamatória e antiedematosa (combate a formação de edemas) sobre as paredes dos vasos capilares. Também conferem uma acção hemostática e adstringente. Com o fortalecimento das células que formam os canais capilares, diminui a excessiva saída de líquidos dos capilares para os tecidos.

Assim, a terapia com castanheiro-da-índia é considerada efectiva para veias varicosas (varizes), diarreia, febre, flebite (inflamação de uma veia), hemorróidas e até em certos casos de aumento da próstata (sempre em conjugação com outras plantas específicas). Existem ainda estudos científicos que suportam a sua acção terapêutica no combate à insuficiência circulatória.

Um ponto interessante em relação a esta planta consiste no facto desta ser reconhecida, pelo Federal Institute for Drugs and Medical Devices da Alemanha, como efectiva no tratamento da insuficiência venosa crónica.

O extracto de castanheiro-da-índia é facilmente encontrado em ervanárias e lojas de produtos naturais, apresentando-se sob a forma de pomada, cápsulas (comprimidos) ou xarope. A dose diária recomendada é de 100 a 150mg por dia, sendo que, no caso do xarope, se aconselha a toma de duas colheres de sopa de 2 a 3 vezes ao dia.

Esta planta é um excelente protector e estimulante da circulação sanguínea e, principalmente, da circulação periférica e de retorno.


Tiago Gonçalves Cabeleira




segunda-feira, 28 de maio de 2012

Rubrica Semanal: A Saúde pela Natureza!

Desta vez é sobre uma semente - a LINHAÇA :)


SEMENTES DE LINHAÇA: FORTE PROTEÇÃO

A linhaça, Linum usitatissimum L., é a mucilagem solúvel obtida a partir das suas sementes. Esta planta é originária do Oriente, mas é cultivada em numerosos países de clima temperado da Europa e da América. É uma planta herbácea de 40 a 80 cm de altura, com caule ereto e folhas alongadas e estreitas. As suas flores são azuis claras com 5 pétalas cada. O fruto é uma cápsula que engloba 10 sementes de cor castanha. São estas sementes de linhaça que são utilizadas como fins terapêuticos e também na alimentação.  

As sementes de linho, como também são conhecidas, são extremamente ricas em ácidos gordos insaturados, incluindo o ácido linolénico, ácido linoleico e ácido oleico.

Nos seres humanos o ácido linolénico diminui os níveis totais de colesterol e de lipoproteínas de baixa densidade (LDL = “mau colesterol”). Devido a esta razão, a inclusão das sementes de linhaça na alimentação mediterrânea conduzem a uma redução bastante significativa (cerca de 75%) nas mortes por enfarte do miocárdio.

Outro constituinte fitoquímico de extrema importância é o linhano. Estes linhanos são fitoestrogénios que reduzem a testosterona livre e total bem como a 5-α-redutase, tendo assim um efeito importante na prevenção do cancro da próstata, como prova um estudo realizado em 2008 na Universidade do Texas. Nesse estudo participaram 161 pacientes com cancro da próstata, sendo divididos em 4 grupos distintos: Grupo A, dieta normal (grupo de controlo); Grupo B, 30g/dia de sementes de linhaça; Grupo C, dieta pobre em gordura; Grupo D, 30g/dia de sementes de linhaça e uma dieta pobre em gordura. Ao fim de 30 dias, as análises demonstraram os resultados. As taxas de proliferação das células cancerígenas foram significativamente mais baixas nos dois grupos que estavam a fazer 30g/dia de semente de linhaça. Mesmo quando comparados com o grupo que estava a fazer a dieta pobre em gordura, os resultados são superiores em favor dos grupos B e D.

Resultados semelhantes foram obtidos num estudo realizado com mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama. O estudo realizado em 2005 conclui que “as sementes de linhaça demonstram um potencial na redução do tumor em pacientes com cancro da mama. Para além disso, outros estudos realizados em 2004, 2010 e 2011 concluíram que as sementes de linhaça potenciam em 53% o efeito do tamoxifeno, o medicamento mais utilizado no tratamento convencional do cancro da mama.

As sementes de linhaça têm também outros efeitos benéficos e de extrema importância para a saúde. Atua como um excelente laxante suave já que evita a irritação gástrica, contribuindo para a estimulação do peristaltismo (movimentos musculares do cólon) e para a lubrificação das fezes. Ao mesmo tempo, as suas mucilagens exercem um efeito cicatrizante e protetor da mucosa intestinal, utilizando-se bastante em patologias como diverticulose e doenças inflamatórias crónicas do intestino (como o síndrome do cólon irritável e doença de Crohn).

Estas sementes são ainda úteis, quando usadas em cataplasma, em casos de inflamações cutâneas e calmantes de dores menstruais e cólicas intestinais.

As sementes de linhaça são encontradas em ervanária, lojas de produtos naturais e supermercados. A dose diária recomendada para as sementes inteiras é de uma a duas colheres de sopa por dia, podendo ser adicionadas em cereais, iogurtes e sopa.

Estas sementes têm todo o interesse terapêutico e preventivo para serem tidas em conta na elaboração de uma dieta rica e saudável, que ajude a manter o estado de saúde.

Tiago Gonçalves Cabeleira (Naturopata)

sábado, 19 de maio de 2012

A Saúde pela Natureza !

Esta semana, o Tiago escreve sobre o ginkgo biloba :)


GINKGO: O TÓNICO CIRCULATÓRIO


O ginkgo, também conhecido como Nogueira-do-Japão, tem como nome científico ginkgo biloba. Esta árvore pode atingir até 30 metros de altura e as suas folhas caducas, grossas e elásticas, são, desde jovens, divididas em dois lóbulos (duas partes). É uma planta originária da China, Japão e Coreia mas, actualmente, é bastante cultivada na Europa. Com fins terapêuticos utilizam-se as folhas da planta.

O EGB (extracto de ginkgo biloba) está standartizado para conter 24% de glicosídeos flavonóides denominados ginkgoflavonas (grupo de metabolitos secundários). Contém ainda proantocianidinas, rutina (vitamina P) e terpenos. São estes constituintes que conferem as principais características terapêuticas desta planta.

O EGB produz alterações vasoactivas arteriais e venosas que aumentam a perfusão tecidual e o fluxo sanguíneo cerebral. Os efeitos fisiológicos são atribuídos à capacidade do EGB de provocar vasodilatação arterial, inibir os espasmos arteriais, diminuir a permeabilidade capilar, reduzir a fragilidade capilar, diminuir a viscosidade do sangue e reduzir a agregação dos eritrócitos (glóbulos vermelhos).

Assim, apoiado em estudos científicos, os usos relatados do EGB incluem: o aumento da tolerância à hipoxia (falta de oxigénio nas células), a redução do edema e lesões na retina, a remoção dos radicais livres, o aumento da capacidade de memória e de aprendizagem, o aumento da capacidade de concentração, o aumento da fluidez do sangue, neuroprotector e a redução da progressão da demência.

De facto, após muita investigação, descobriu-se que, principalmente nos neurónios, o ginkgo exerce um efeito neuroprotector pelo facto de aumentar a taxa de sobrevivência dos neurónios, aumentar os valores de ATP (adenosina-trifosfato, responsável pelo armazenamento de energia) e aumentar a captação de oxigénio e glicose a nível cortical. O ginkgo tem ainda capacidade de regular os neurotransmissores, aumentando a libertação, a recaptação e o catabolismo da dopamina, adrenalina e acetilcolina (neurotransmissores).

O EGB padronizado está entre as plantas medicinais mais prescritas na França e na Alemanha, sendo neste último, recentemente aprovado para o tratamento da demência.

Tradicionalmente, o EGB é utilizado em casos de desgaste mental associado a trabalho excessivo, stress e é muito popular entre os estudantes, devido às suas capacidades estimulantes sobre a capacidade de concentração e de memória. É ainda muito utilizado em casos de cefaleias (dores de cabeça) e acufenos (zumbidos nos ouvidos).

Este suplemento pode ser facilmente encontrado em lojas de produtos naturais e ervanárias. Está disponível em cápsulas bebíveis e em comprimidos de toma oral. Usualmente, as cápsulas bebíveis são tomadas uma vez por dia em jejum, quando utilizado para as cefaleias ligeiras, aumento da capacidade de memória e concentração e diminuição do desgaste mental. Os comprimidos têm diversas posologias de acordo com a patologia apresentada. Para a demência utiliza-se entre 120 e 240mg divididos em duas tomas diárias. Para doença arterial e acufenos utiliza-se de 120 a 160mg diárias divididas igualmente em duas tomas. Para se notarem realmente os efeitos aconselha-se que a toma do EGB não seja inferior a 4 semanas.

Aconselha-se precaução para quem esteja a fazer medicação anticoagulante ou antiplaquetária devido à acção antiagregante plaquetária do EGB.

O ginkgo biloba é uma planta com diversas acções terapêuticas, tendo uma acção bastante efectiva e comprovada com largos estudos científicos e é utilizada largamente por todo o mundo com enorme satisfação por parte de quem a utiliza regularmente.



TIAGO GONÇALVES CABELEIRA (NATUROPATA)

terça-feira, 8 de maio de 2012

NOVIDADE: RÚBRICA SEMANAL!

"A Saúde pela Natureza" é a nova rúbrica semanal, da autoria de Tiago Cabeleira (Naturopata).
Cada semana teremos um artigo diferente com informação que poderá ser bastante útil.
Não percam!


CARDO-MARIANO: A PROTECÇÃO HEPÁTICA

O Cardo-Mariano, também conhecido como Cardo-de-Santa-Maria ou Cardo-Leiteiro, tem como nomes científicos Silybum marianum ou Carduus marianus L. Está descrita como uma planta vigorosa, de aspecto espinhoso, que atinge até dois metros de altura. As suas folhas, grandes e espinhosas, chamam a atenção pelas manchas brancas que se estendem ao longo das nervuras. É uma planta originária da região mediterrânea, mas vegeta também na Europa Central, na América e Sul da Austrália. Esta planta é muito cultivada e é frequente em Portugal.

As suas propriedades terapêuticas devem-se à silimarina, da qual a silibidina é o principal constituinte. A silimarina é capaz de estimular a regeneração das células hepáticas, estimular a síntese de proteínas nas células hepáticas, e além disso possui uma importante acção anti-inflamatória sobre o mesênquima do fígado (tecido fibroso de suporte). A silibidina tem capacidade de aumentar a produção do glutatião, um poderoso antioxidante. O glutatião constitui muito simplesmente a primeira linha de defesa do organismo contra o stress oxidativo e os múltiplos xenobióticos (toxinas exógenas como os benzenos, metais pesados, pesticidas e outros) que agridem permanentemente as nossas células. A acumulação dos danos oxidativos é o mecanismo bioquímico mais vulgarmente reconhecido do envelhecimento e da degradação das funções fisiológicas a ele associada. Existe uma correlação directa entre o envelhecimento e a redução das concentrações intracelulares de glutatião, bem como uma forte correlação entre o aumento destas concentrações e o aumento da taxa de sobrevida.

Por tudo isto, confere-se acção terapêutica ao Cardo-Mariano nas seguintes situações: degenerescência gorda do fígado, inflamação do fígado, intoxicações por substâncias hepatotóxicas, hepatite, insuficiência e congestão hepática, cirrose hepática.

Recentes estudos científicos realizados comprovaram as propriedades destes compostos quer na desintoxicação e protecção hepática, quer como anti-cancerígeno. As propriedades descritas incluíram: protector hepático, potencial anti-cancerígeno, desintoxicação hepática, preventivo da hepatotoxicidade resultante da quimioterapia, possível capacidade de tratar directamente o cancro, anti-inflamatório, actividade anti-metástases, indutor da apoptose, redução da toxicidade resultante da radioterapia, efeito contra as células do Carcinoma Hepatocelular (CHC), inibidor da proliferação das células neoplásicas, actividade anti-cancerígena e redução da angiogénese.

Após tomar conhecimento de todas estas propriedades do Cardo-Mariano, importa compreender porque é essencial manter a saúde hepática e o correcto funcionamento do fígado

O fígado é o maior órgão interno do corpo humano e funciona como glândula anexa ao tubo digestivo. Fica situado na porção mais elevada da região abdominal logo após o diafragma. Desempenha funções digestivas e excretoras importantes, armazena e metaboliza nutrientes, sintetiza novas moléculas e purifica químicos nocivos. Tem ainda as funções de produzir bílis, armazenamento, biotransformação de nutrientes, desintoxicação, fagocitose e síntese.

O Cardo-Mariano é considerado o principal protector para o fígado, um órgão de extrema importância e que desempenha funções vitais tanto para a saúde como para o bem-estar de quem o toma. Este suplemento pode ser facilmente encontrado em lojas de produtos naturais e ervanárias. A posologia recomendada é de 420 mg a 800mg, em toma única ou dividida em duas ou três tomas diárias.

TIAGO GONÇALVES CABELEIRA